sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Céu carregado

Agencia FAPESP - 04/04/2007
Por Thiago Romero

São Caetano do Sul é, pela segunda vez consecutiva, o município com maior densidade de raios no país. De acordo com dados do Ranking de Incidência de Descargas Atmosféricas por Município no Brasil, feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe), caem cerca de 12 raios por quilômetro quadrado por ano no município paulista.
Unistalda e Itacurubi, ambos no Rio Grande do Sul, aparecem logo em seguida, com 11 e 9 raios por quilômetro quadrado por ano, respectivamente. O primeiro ranking foi divulgado em 2005, apenas para a região Sudeste. A principal novidade do novo levantamento é a expansão da área de cobertura, que mapeou de forma detalhada a ocorrência de raios em toda a região Sul, além de Mato Grosso do Sul e Goiás.
“As informações sobre o Sudeste foram confirmadas. De maneira geral, a região com maior incidência de raios permaneceu sendo a grande São Paulo, com focos crescentes em cidades do sul do Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais”, disse Osmar Pinto Júnior, coordenador do Elat, à Agência FAPESP. “O fato de São Caetano do Sul ser bicampeão em incidência de raios mostra a consistência da metodologia utilizada.”
Comparado ao ranking de 2005, que tinha as dez primeiras colocações ocupadas por cidades da Grande São Paulo, o novo ranking conta com diversos municípios do oeste do Rio Grande do Sul entre as primeiras colocações. Fazem parte do ranking atual, que está disponível pela internet, 3.183 municípios.
Para chegar aos resultados, os técnicos do Elat dividiram o número total de raios incidentes em um determinado período de tempo pela área do município. A medição foi feita do início de 2005 a meados de 2006. “Com essa fração, conseguimos informações precisas sobre a densidade de raios em cada cidade, que podem subsidiar projetos de proteção para minimizar eventuais prejuízos”, explica Pinto Júnior.
Entre as medidas de proteção que podem ser aplicadas estão a instalação de mais pára-raios industriais e residenciais e o melhor dimensionamento das linhas de transmissão de energia elétrica.

Causas distintas

Segundo o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe, a elevada incidência de raios no Rio Grande do Sul é explicada de maneira completamente distinta do que ocorre na Grande São Paulo.
No Rio Grande do Sul, em linhas gerais, a principal causa é a proximidade de cidades como Unistalda e Itacurubi do Paraguai e do norte da Argentina. “A localização desses municípios nessa região do continente, onde as tempestades são mais freqüentes e duram mais tempo, explica a maior incidência de queda de raios”, explicou Pinto Júnior.
Na Grande São Paulo, o maior vilão é o processo de urbanização. A grande quantidade de áreas asfaltadas responsáveis pelo maior aquecimento do solo, os prédios que dificultam a circulação do ar e a poluição dos carros que injetam ar quente e poluído na atmosfera são fatores que geram as “ilhas de calor”, que fazem com que a região se torne mais quente do que se não houvesse a urbanização. “Esse aumento da temperatura média na Grande São Paulo, que chega a ser até 5ºC maior do que em áreas localizadas próximas à cidade, faz com que o ar quente fique mais leve e suscetível a ser jogado para cima para formar tempestades”, disse.
O raio é resultado de tempestades que, por sua vez, são causadas por massas de ar úmidas e quentes que atingem grandes altitudes na atmosfera. Ao serem jogadas para cima e encontrar temperaturas mais baixas, essas massas de ar quente se transformam em gotículas de água e, posteriormente, em partículas de gelo. No interior das nuvens, o atrito das partículas de gelo faz com que as nuvens se carreguem eletricamente até dar origem ao raio.
Pinto Júnior destaca outro aspecto importante: os ventos úmidos que sopram do oceano Atlântico, na Baixada Santista, em direção à Grande São Paulo. Essas massas de ar batem nas montanhas da serra e chegam à capital do Estado. Ao encontrar as massas de ar quente originadas nas ilhas de calor, o ar úmido e ascendente resulta na combinação perfeita para a formação de grandes tempestades.

Vítimas e prejuízos

Osmar Pinto Júnior explica que os prejuízos causados pela incidência de descargas atmosféricas no país giram em torno de R$ 1 bilhão anuais, sendo R$ 600 milhões no setor elétrico. Em média, cem pessoas morrem por ano após serem atingidas por raios. “O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% desses óbitos. Das 18 pessoas que morreram em 2007 no país, oito foram no Estado”, disse. Segundo o pesquisador, o número de pessoas que sobrevive é muito elevado. “Se cem indivíduos morrem todos os anos, a maioria por parada cardíaco-respiratória, pelo menos 500 foram atingidos.” Aproximadamente 60 milhões de raios caem por ano no Brasil. Uma nova edição do ranking deverá ser divulgada em 2009, com dados de outras cidades do Centro-Oeste e de alguns estados do Norte e Nordeste. “Nossa meta é disponibilizar, a cada dois anos, informações precisas sobre todas as regiões brasileiras para que possam ser feitos estudos comparativos levando em conta a variabilidade natural dos raios”, disse Pinto Júnior. Segundo o pesquisador, raios também são sensores naturais para a medição do aquecimento global. “É um fenômeno extremamente sensível às variações de temperatura. Com o acompanhamento de sua evolução, pode ser usado como indicador dos possíveis aumentos de temperatura na Terra, servindo como parâmetro para estudos sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil”, afirmou. Os dados do ranking são provenientes da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT), que abrange os sensores da Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas Atmosféricas (Rindat), do Sistema de Informações Integradas baseado no Sistema de Detecção de Descargas Atmosféricas (Siddem) e da Rede de Detecção de Descargas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Ranking de Incidência de Descargas Atmosféricas: www.inpe.br/ranking

TRT nega indenização

09/05/2007 - 17h00
TRT nega indenização à família de vaqueiro morto por raio em Jaciara

Redação 24HorasNews

Foi negado pela Justiça Trabalhista o pedido de indenização formulado pela família de um vaqueiro que morreu eletrocutado ao ser atingido por um raio durante o trabalho. A decisão, proferida em outubro do ano passado pelo juiz Wanderley Piano da Silva, da Vara do Trabalho de Jaciara, foi mantida pela 1ª Turma do TRT/MT ao julgar recurso ordinário apresentado pela família da vítima. No acidente, ocorrido em janeiro de 1993, o vaqueiro foi atingido por descarga elétrica no momento em que fechava o colchete de uma cerca da propriedade rural. Ao julgar a ação, remetida à Vara de Jaciara em março de 2006, o juiz rejeitou os pedidos de indenização por danos morais e materiais formulados pela mulher e pelo filho do vaqueiro, por entender que não houve culpa do fazendeiro no acidente de trabalho. Ao recorrer ao TRT, a família argumentou que entre as causas que contribuíram para o acidente foi a instalação de cerca elétrica, cujo aparelho era ligado com o objetivo de dar choques para manter o gado no cercado, e que, além de aterramento correto, a fazenda deveria ter instalado pára-raio e fornecido equipamentos de segurança como luvas, botas e capacete. Entretanto, ao julgar o recurso a 1ª Turma acompanhou o relator, desembargador Roberto Benatar, concluindo que o acidente ocorreu por força maior, resultado direto da ação da natureza, alheia à vontade do homem e independentemente de todas as medidas de segurança tomadas ou que viessem a ser, e não como resultado de qualquer conduta dos proprietários da fazenda. Em seu voto, o desembargador destacou que, conforme os autos, o acidente não ocorreu junto à cerca elétrica, mas sim em local em que ela não estava instalada e que o trabalho no campo não exige os equipamentos de segurança listados pela família, que são próprios de eletricista. "Ademais, não existem EPIs (Equipamento de Proteção Individual) capazes de impedir as fatalidades advindas dos fenômenos naturais, a exemplo das descargas atmosféricas, que podem atingir a todos indistintamente, seja qual for a profissão desempenhada", asseverou.

Raio deixa nove feridos no interior

MONTE ALVERNE Nove pessoas sofreram ferimentos leves depois que um raio caiu sobre a localidade de Linha Chaves, no distrito de Monte Alverne, interior de Santa Cruz do Sul. O fenômeno ocorreu ao final da manhã de ontem. Todas as vítimas foram encaminhadas ao Hospital Beneficente Monte Alverne. Duas delas só precisaram de aplicações de soro e as demais ficaram internadas por um período de observação e depois foram liberadas. Mas também houve prejuízos materiais. Um dos pontos mais afetados foi a casa de Clecia Schulz, onde a descarga danificou os eletrodomésticos, incluindo a geladeira e a máquina de lavar roupas. As circunstâncias do incidente não chegaram a ser comunicadas à Brigada Militar ou Polícia Civil.

Fonte: Gazeta do Sul

Raio danificou torre de retransmissão

02/05/2007 Salto do Lontra

Raio danificou torre de retransmissão em Salto do Lontra Em função de um raio na semana passada, vários equipamentos da torre de retransmissão dos sinais de televisão para Salto do Lontra foram danificados. A Administração Municipal comunica que os equipamentos estão sendo concertados, devendo demorar já que as peças foram encomendadas em São Paulo. Portanto a administração informa que está funcionando na cidade somente o Canal de transmissão da Globo, mas com um equipamento provisório de baixa potência, o que dificulta a sintonia nos televisores. Quando todos os equipamentos forem concertados todos os canais voltarão a ser sintonizados com qualidade na cidade.

Fonte: Radio Independência

População está temerosa com raios

VALE DO JAGUARIBE (28/4/2007) Limoeiro do Norte.
A população está preocupada com a incidência de raios na região.

Chove pouco, mas nas vezes em as precipitações tem sido maiores, têm caído raios. Dessa vez, não é somente na zona rural, mas também no Centro da Cidade. Em menos de dois meses, foram três raios caídos a poucos metros dos moradores locais. Mesmo com um quadro pouco alentador de chuvas, a população, principalmente das periferias desprovidas de pára-raios, amarga o medo daqueles “flashes” luminosos seguidos dos estrondosos trovões. A dona-de-casa Maria Augusta, na localidade de Sítio Ilha, já cortou o coqueiro que tinha no quintal de casa, “porque as árvores atraem os raios”, afirmou a senhora. Pudera, no dia primeiro de março, um raio caiu no exato coqueiro no quintal de sua casa. Ela conta que houve princípio de incêndio. “O barulho foi muito grande. Pensei que tinha caído em cima da casa”, contou, na época. Ninguém saiu ferido, mas seu aparelho de DVD e a TV da vizinha foram queimados. E um motor de puxar água sofreu danos estruturais com o calor gerado pela descarga elétrica. No mês passado, mais um raio caiu no meio do mato, novamente na localidade de Sítio Ilha, e outro foi “barrado” no pára-raios da torre de transmissão da Rádio Vale do Jaguaribe, no Bairro de Fátima. Ficou o prejuízo para a rádio, que passou horas fora do ar devido a danos nos equipamentos. “E não precisa nem chover grosso não, a gente fica dentro de casa, coloca os chinelos e reza pra cair bem longe da cabeça de alguém”, conta Maria Aldeci, moradora do Sítio Ilha, bairro que não tem pára-raios. Especialistas esclarecem que é mais comum a queda de raios na zona rural, daí a necessidade da instalação, pelos municípios, de equipamentos pára-raios. As cercas convencionais de arame liso ou farpado, comum nos currais, tendem a atrair raios e é comum que animais que se encontram a até três ou quatro metros de distancia morram devido à descarga elétrica. Isso pode ocorrer, principalmente, em regiões descampadas, em que uma árvore isolada, animais e pessoas podem funcionar como pára-raios, sendo diretamente atingidos por um raio. Árvores altas, como o eucalipto, são potencialmente mais sujeitas à descarga durante uma tempestade. Por isso, é sempre muito perigoso abrigar-se ou ficar próximo de uma árvore nesta situação. Nas tempestades, deve-se também estar afastado de objetos pontiagudos, como vara de pesca, enxada etc. No Brasil, são registrados até 100 milhões de raios anualmente, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), gerando um prejuízo financeiro de, aproximadamente, R$ 200 milhões, tanto para o poder público como para a iniciativa particular. Os raios são descargas elétricas que ocorrem na atmosfera. Sua ação no ambiente pode ser desvastadora, caso não haja proteções de pára-raios.

Raio mata sete crianças

Raio mata sete crianças e fere 30 no sudoeste da China
23/05/2007 22:25:30 - Portal G1

Um raio matou na tarde desta quarta-feira sete crianças e feriu 30 em uma escola primária de Xingye, em uma região montanhosa do sudoeste da China, informou hoje a agência oficial "Xinhua". As sete crianças mortas tinham idades entre 10 e 14 anos, segundo funcionários do distrito, acrescentando que quatro dos feridos estão em estado grave. O distrito de Kaixian foi palco de numerosas tragédias nos últimos anos, sendo que a mais grave aconteceu em dezembro de 2003, quando uma explosão em uma jazida de gás natural matou 233 pessoas.

Raio dentro de casa

Mangualde (Stº André) Noticia editada a 22 Maio 2007
Foi no final de tarde do passado Domingo, quando repentinamente começou a chover com grande intensidade, Eulália Assunção Rodrigues e António Silva estavam em sua casa na Aldeia de Stº André, quando não o fazia prever um raio entrou pela sua casa dentro, literalmente. Eulália Rodrigues lembra que estava sentada à mesa da cozinha e o seu marido a ouvir a rádio, quando tudo aconteceu. "Foi um terror" diz, "como não ouvimos trovoada nenhuma, nada fazia prever que houvesse raios. O raio entrou pela antena exterior e descarregou meno numa salinha de estar que temos, que na altura não tinha ninguém". O raio provocou estragos avultados nos aparelhos eletricos, pois todos ficaram queimados, televisores, rádios etc.







Conta ainda Eulália Rodrigues que já à alguns anos que um raio caiu no seu quintal, mas nessa altura a prejudicada foi a sua vizinha.





















António Silva e Eulália Rodrigues, pensam agora em pôr um para raios no exterior, pois como disse em jeito de brincadeira, "não há duas sem três" e não querem que a terceira aconteça.

Celular para raios

por Felipe Marra Mendonça - portal IG

A finlandesa Nokia estuda instalar em seus aparelhos um sistema para a detecção da proximidade de raios Os celulares atuais têm uma série de funções úteis, mas a Nokia estuda uma que pode chegar a salvar vidas – a detecção de raios. Um raio é uma corrente elétrica que emite ondas de rádio, com freqüências entre 10 hertz e 5 gigahertz. A distribuição desses sinais indica a proximidade da descarga elétrica. As antenas presentes em um telefone, para serviços como Bluetooth, rádio, o sinal GSM e redes Wi-Fi podem ser sintonizadas para captar os sinais emitidos por um raio, diz a Nokia. Um programa interpretaria o que foi recebido, calcularia a distancia e emitiria um alerta caso as descargas se aproximassem demais.

Fonte: New Scientist

Raio mata trabalhador rural em Maria Helena

Jornal de Umuarama - Cleverson E. Zanquetti

O trabalhador rural de Maria Helena, Eduardo José Gomes da Silva, 16, morreu no final da tarde de ontem vítima de uma descarga elétrica provocada por um relâmpago. Amigos do adolescente tentaram socorrê-lo, mas ele morreu antes de dar entrada ao hospital da cidade. Silva morava com os avós e trabalhava na lavoura de mandioca para complementar a renda da família. Eles estavam em uma propriedade rural do Bairro São José. Testemunhas disseram que Silva e seus amigos se preparavam para ir embora quando ocorreu o acidente. "Nós estávamos na caminhonete. Prontos para voltar pra casa quando ele percebeu que havia esquecido o facão. Retornou para pegá-lo e neste mesmo momento o raio atingiu o facão. Escutamos um barulho, ensurdecedor, e quando vimos ele estava caído. Ainda respirava, mas não conseguiu sobreviver até o hospital", contou em de seus amigos. Maria da Graça, enfermeira do hospital de Maria Helena, contou que não havia sinais de queimaduras no corpo do adolescente. No entanto, suas roupas estavam todas rasgadas. Um dos amigos estava próximo de Silva quando ele foi atingido. Sem se identificar, ele contou que ficou atordoado com a explosão. "Não sabia o que fazer. Só depois vi que o Eduardo tinha sido atingido", lamentou.

Raio atinge comerciário na porta de loja no Centro

15/05/2007 - 06:11h
SÃO LUÍS

Um funcionário da loja Brasil Center – Tecidos e Eletrodomésticos, identificado apenas por Nilson, de aproximadamente 19 anos, teve os ouvidos estourados após a queda de um raio, ontem, por volta das 13h, quando caía uma forte chuva sobre a cidade. Além de destruir uma pequena parte da estrutura do prédio, localizado na rua da Paz, a descarga elétrica danificou vários aparelhos da loja e atingiu outras pessoas que estavam próximas ao local na hora do incidente. Segundo o vendedor de quebra-queixo Francisco França de Oliveira, conhecido com “Baixinho”, que trabalha ao lado da loja, por pouco ele não seria atingido pelo raio. “Eu estava perto da porta da loja, quando o raio caiu. Nunca tinha visto uma coisa assim. A força foi tão grande, que fiquei com o lado esquerdo do corpo todo adormecido”, contou. De acordo com testemunhas, o rapaz saiu da loja sangrando, com pedaços de pano nos ouvidos e foi levado ao hospital Djalma Marques – Socorrão I. Os funcionários do ponto comercial não quiseram entrar em detalhes e fecharam as portas, informando que só retomariam o trabalho hoje.

O Estado do Maranhão

Como surgem os relâmpagos?

Astronomia
Quarta, 18 de abril de 2007, 09h52

Um relâmpago é uma corrente elétrica muito intensa que ocorre na atmosfera. Ele é conseqüência do movimento de elétrons de um lugar para outro. Os elétrons se movem tão rapidamente que fazem o ar ao seu redor se iluminar, resultando em um clarão, e se aquecer, provocando o som do trovão. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o relâmpago tem normalmente "duração de meio segundo e trajetória com comprimento de 5 km a 10 km." Em termos gerais, existem dois tipos de relâmpagos: relâmpagos na nuvem (cerca de 70% do total) e relâmpagos no solo, que podem ser do tipo nuvem-solo ou solo-nuvem. Mais de 99 % dos relâmpagos no solo são relâmpagos nuvem-solo. De acordo com o Inpe, a afirmação de que espelhos atraem raios não passa de um mito. O instituto também afirma que um relâmpago pode cair mais de uma vez no mesmo lugar. Outra curiosidade: em média, aviões comerciais são atingidos por relâmpagos uma vez por ano, em geral, durante procedimento de aterrissagem ou decolagem, em alturas inferiores a cerca de 5 km. "Como conseqüência, a fuselagem do avião sofre avarias superficiais", informou o Inpe.

Redação Terra

INPE registra recorde de velocidade de um raio

Ciência e Meio Ambiente Sábado, 7 de julho de 2007, 21h17


Atualizada às 21h27 Marcelo Pedroso - Direto de São José dos Campos

Câmeras fotográficas ultra-sensíveis utilizadas por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo, conseguiram documentar no verão deste ano detalhes da formação de um raio que chegou ao solo a uma velocidade de 1.980 km/seg.
Cientistas fotografaram 63 raios para a pesquisa



O recorde de velocidade, suficiente para cruzar em menos de um segundo os 1.962 km que separam São Paulo de Salvador, na Bahia, integra o novo estudo dos pesquisadores do Laboratório de Eletricidade Atmosférica (Elat). Os resultados de 63 raios, registrados com precisão em cerca de 400 tentativas, serão apresentados em agosto, na China, durante a Conferência Internacional de Eletricidade Atmosférica. Os números coletados na pesquisa indicam médias de velocidade de 246 km/seg para raios com carga positiva e 304 km/seg para as descargas com polaridade negativa. Para obter esses resultados, as análises do grupo se concentraram no "líder escalonado", um dos componentes na formação da descarga elétrica. O fenômeno do raio torna-se visível ao olho humano somente após um encontro de energia que ocorre entre 50 m e 100 m acima do solo. "Da nuvem, sai o que chamamos de líder escalonado, que se encontra com a descarga conectante, emitida pelos objetos no solo que estão mais altos, como uma árvore, por exemplo", disse o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior. Segundo o pesquisador, somente com câmeras fotográficas de alta sensibilidade e velocidade é que foi possível identificar esse fenômeno e captar o tempo de percurso das descargas. "Uma câmera normal tem capacidade para captar 30 quadros por segundo. Desde 2000, utilizamos equipamentos que chegam até a 8 mil quadros por segundo." As duas únicas câmeras deste tipo em operação na América do Sul foram empregadas na captação de imagens de raios durante o verão deste ano em São José dos Campos; Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; Londrina, no Paraná; e Xanxerê, em Santa Catarina. Dos 63 raios registrados, quatro foram de cargas positivas, extremamente raros. "Para se ter uma idéia, desde o início das pesquisas em todo mundo, existe somente uma imagem de um raio com carga positiva, que foi captada em 1967", disse Marcelo Saba, autor da pesquisa. Recorde digno de Guinness Um raio de grande duração é outro recorde captado pelas lentes dos pesquisadores, segundo Saba. "Pensamos até em colocá-lo no Guinness. A conexão de um raio dura até 2 milissegundos, em média. Este raio que identificamos durou 727 milissegundos, quase um segundo", afirmou. Saba defende que este trabalho pode servir de base para aplicações práticas, em especial às relacionadas à proteção de circuitos eletrônicos. "Se você quiser fazer alertas ou desenvolver sistemas inteligentes contra descargas elétricas, você tem de saber qual é o seu tempo de resposta em função da velocidade do raio", disse ele. O próximo desafio a ser encarado pela equipe de pesquisadores do Elat será o de obter uma imagem tridimensional de um raio, utilizando as duas câmeras ao mesmo tempo. Leandro Zanella de Souza Campos, auxiliar da pesquisa, segue em agosto para os Estados Unidos com os equipamentos, onde tentará a primeira reconstituição tridimensional de raios, em parceria com pesquisadores da Universidade do Arizona. "Como eles não têm estas câmeras, vamos aproveitar o período de verão americano para fazer a pesquisa", disse Campos. Da redação do Portal Terra

Raio mata cinco trabalhadores e fere três

05/06 - 04:14 - Ultimo segundo

Cinco trabalhadores morreram e três foram feridos por causa de um raio que caiu sobre sua casa na província de Cantão, no sul da China, informou hoje a agência estatal "Xinhua". Os oito trabalhadores, imigrantes da província de Yunnan, viviam numa favela de uma zona industrial da cidade de Luoding, onde um raio caiu sobre a sua casa. Cinco ficaram inconscientes após o impacto e morreram pouco depois. Os três feridos estão internados num hospital local, mas não correm risco de vida, segundo a "Xinhua".

Queda de raio causa incêndio no prédio da Semtur

SÃO LUÍS - A queda de um raio nesta madrugada (26) teria sido responsável por um incêndio no prédio da Secretaria Municipal de Transporte Urbanos (Semtur), na Avenida Daniel de La Touche, no bairro Ipase. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o incêndio ocorreu numa sala de vídeo, contudo já foi controlado.

O incêndio só não ganhou proporção maior, por que os vigias e moradores do bairro, quando viram a fumaça e as chamar, acionaram a o Corpo de Bombeiros.

Ainda nesta madrugada, um outro raio caiu no Centro Educacional Reino Infantil, no bairro Renascença. Um muro do colégio caiu devido ao impacto do raio.

Nos dois casos registrados hoje não houve feridos.

Imirante.com e Rádio Mirante AM

Homem sobrevive após ser atingido

Homem sobrevive após ser atingido duas vezes por um raio

Portal Terra WASHINGTON - Um americano foi atingido por um raio pela segunda vez em sua vida e sobreviveu apesar de sofrer tremores e ter dois buracos abertos nas calças por queimaduras. Don Frick, 68 anos, foi atingido pela primeira vez por um raio há 27 anos. Ele estava em um festival a céu aberto, em Hamlin, Pensilvânia, quando começou uma tempestade e ele se refugiou em um abrigo com outras seis pessoas. O raio atingiou o chão e enviou carga elétrica até Frick. - Me jogou contra uma parede - contou ele. - Quando eu me dei conta da situação e percebi que estava vivo, pensei: tenho muita sorte - disse ele à TV Sky News. Nenhuma das outras pessoas que estavam junto com ele tiveram ferimentos graves. No segundo episódio com raio, Frick estava dirigindo um trailer quando a antena foi atingida por um raio, deixando-o com ferimentos no lado esquerdo por semanas.

30/07/2007

Raio atinge casa e mata mulher no Paraná

23/07/2007 - 12:00:20

GUARAPUAVA - Um raio atingiu uma casa em Guarapuava, no Paraná, no domingo. Havia três pessoas de uma mesma família no imóvel - Eva Gonçalves Damião Pinto, de 42 anos, morreu. Conforme a Rede Globo, ela estava perto do fogão à lenha e a descarga elétrica ocorreu pela chaminé da casa. A chuva provocou destelhamentos e queda de árvore em várias cidades do Estado.

Fonte: Jornal O Tempo

Raio matou 50 pessoas


2007/07/21 23:12

Um raio atingiu uma pequena vila do Paquistão e destruiu sete casas.

Um raio matou, pelo menos, 50 pessoas, avança o site brasileiro Estadão que cita a agência Reuters. Cerca de 35 corpos já foram resgatados pelas autoridades, que estão surpreendidas com o final dramático da intempérie. No entanto, este tipo de fenómeno é comum no Paquistão, durante a época das monções. Uma pequena vila, no distrito de Dirbala, foi atingida esta sexta-feira pelo raio que destruiu, com a sua força, sete casas deixando outras tantas muito danificadas. Ainda de acordo com a mesma notícia, há duas semanas, o governo paquistanês pediu apoio à comunidade internacional para ajudar um milhão de pessoas desalojadas pelas inundações.

Fonte: Portugal Diário

Raio fere jovem que jogava videogame

Atualizado em 25/07/2007 - 11h17 - Portal G1

Rapaz tinha um joystick na mão e outro na boca. Jovem sofreu uma descarga elétrica em casa. Ele foi levado a um hospital e passa bem.
Um rapaz de 18 anos teve queimaduras na boca e dedos das mãos ao receber a descarga elétrica de um raio enquanto manipulava um videogame em casa, no Jardim Campos Elíseos, em Campinas, a 95 km de São Paulo, na tarde desta terça-feira (24). Uma vizinha que tentou socorrê-lo também sofreu um choque, mas sem gravidade. No momento da descarga elétrica, Aguinaldo César Alves manipulava o brinquedo eletrônico. Ele segurava um joystick na mão e outro na boca. O rapaz foi levado para o pronto-socorro do Hospital Ouro Verde, onde está em observação. Apesar de internado, ele não corre risco de morte. As primeiras informações eram de que ele estava jogando videogame. Mais tarde, no entanto, o hospital afirmou que o jovem consertava o equipamento. O imóvel ficou com um buraco na parede e passou por vistoria da Defesa Civil. Segundo os técnicos, a estrutura não foi abalada.

IPod deve ficar em casa durante tempestades

11/07 - 21:50 - Ultimo segundo
Os atletas que saem para correr mesmo quando há tempestades devem deixar o iPod em casa, como mostra o caso de um canadense que sofreu graves queimaduras, publicado hoje no "New England Journal of Medicine" ("NEJM"). O esportista, de 37 anos, levava um iPod - o onipresente aparelho de música digital da empresa californiana Apple - enquanto corria, quando um raio atingiu uma árvore próxima. O homem sofreu graves queimaduras no peito, nos ouvidos e na mandíbula devido ao metal presente nos fones de ouvido de seu iPod, afirmaram os médicos do Hospital Geral de Vancouver, no Canadá, em carta enviada ao NEJM . "Embora o uso de um artigo como o iPod não aumente as possibilidades de ser ferido por um raio, neste caso a combinação de suor e os fones de metal atraíram a corrente em direção à cabeça do paciente", disseram os doutores Eric Heffernan, Peter Munk e Luck Louis. Este risco existe com qualquer tipo de fone, afirmaram os médicos, e não só com relação aos iPods.

Clima via Satélite