sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Treinamento sobre Aterramento e Proteção contra Descargas Atmosféricas em Brasília

Em 18 e 19/dez realizamos um agradável trabalho junto ao pessoal da CAESB, em parceiria com a Barreto Eng.ª.
Agradecemos aos novos amigos pela acolhida e esperamos que tenham aproveitado as informações compartilhadas.
Cordiais Saudações, Jobson.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Raios matam duas pessoas e fere uma em Goiânia

14/12/2007 (16:57) - Agencia Estado
Duas pessoas morreram após serem atingidas por um raio ontem à noite em Goiânia. Arly Lopes Ananias, de 24 anos, e Wagner Caetano Almeida Barbosa, de 18 anos, faziam exercícios em barras de ginástica numa rua do Parque Amazonas, quando ocorreu a descarga elétrica. Além deles, Daniel Rosa Rezende, de 22 anos, também foi atingido. Porém ele foi atendido a tempo e já se recuperou no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).
As fortes pancadas de chuvas de ontem e a possibilidade de novos alagamentos no final de semana colocaram a Defesa Civil e a cidade de Goiânia em estado de alerta. A chuva fez estragos em bairros da periferia. Dez casas ficaram alagadas, no Jardim Guanabara, vizinho do aeroporto Santa Genoveva, após o córrego Pedreira transbordar. Não há registro de feridos ou desaparecidos.
Os ventos fortes e as chuvas também provocaram danos na estrutura de uma casa no Jardim América e em outras cinco no Jardim Atlântico. Muros foram destruídos e árvores foram derrubadas. A previsão é de final de semana nublado, com pancadas de chuva forte, às vezes acompanhadas de raios e ventanias. A Defesa Civil do Estado revelou que está em estado de alerta.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Raio mata nove bois da raça nelore

Araçatuba - Quarta-feira, 13 de dezembro de 2007 - 18h00

Raio cai em pasto e mata nove bois da raça nelore

Josi Vicentin

Castilho - Um raio matou nove bois da raça nelore na manhã de segunda-feira (25), em Castilho.


Conforme o pecuarista José Carlos Lameu, dono rebanho, os animais estavam se protegendo da forte chuva, embaixo de uma árvore, no momento da descarga elétrica. Á árvore ficou praticamente destruída e os animais foram encontrados no chão depois de quatro horas.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Raio deixa TV Aldeia fora do ar

UOL - COTIDIANO


Descarga elétrica atingiu transmissores da emissora durante tempestade na segunda-feira


Daniele Albuquerque

Desde segunda-feira à tarde a rádio e TV Aldeia, que formam o sistema público de comunicação, estão fora do ar. O motivo foi a queda de um raio na torre de transmissão da emissora que causou danos aos equipamentos. Os prejuízos não foram avaliados pela diretoria.

No momento em que o raio atingiu a torre um enorme estrondo foi produzido acompanhado de um clarão e em seguida um apagão geral no prédio da emissora.

Seis computadores, ar-condicionado e mais a mesa de som foram queimados, além dos equipamentos receptores e transmissores de sinal.

“A mesa de som chegou a enfumaçar e todos os fusíveis queimaram. Isso nos deixa um tanto assustados porque há pára-rios instalados tanto aqui como nos prédios da redondeza”, explica Jorge Henrique, diretor do Sistema Público de Comunicação.

Nessa época do ano, a umidade do solo é muito alta, o que propicia a formação de nuvens grandes e carregadas de carga elétrica, que resultam em fortes chuvas acompanhadas de raios e trovões que caem de forma imprevista em qualquer lugar. O que se sabe, porém, é que materiais metálicos e pontiagudos atraem os raios, por isso a importância de ter em casa, principalmente em edifícios, pára-rios devidamente aterrados.

“A terra possui uma grande capacidade de armazenar descargas elétricas e a melhor medida de prevenção contra os raios é a instalação de pára-raios. É importante também que a instalação elétrica de qualquer imóvel tenha aterramento. Isso evita que aparelhos eletroeletrônicos ligados sejam danificados caso o raio atinja o local”, explica Alejandro Duarte, professor do Departamento de Ciências da Natureza da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O que é o raio - O raio é uma descarga elétrica luminosa, que se produz entre duas nuvens ou entre uma das nuvens e o solo. Essas nuvens possuem tamanho maior, constituem-se a aproximadamente 2 km de altura da terra e estendem-se por até 18 km acima. O choque entre as partículas de gelo dentro da nuvem causa uma separação de cargas elétricas negativas e positivas.

Devido à intensidade do campo elétrico formado, as cargas positivas saltam até encontrar as negativas, fechando o circuito elétrico entre a nuvem e o solo. Somente quando as correntes elétricas se encontram é que tudo se ilumina e o raio pode ser visto.

As descargas elétricas produzidas são de enormes intensidade e chegam a alcançar a diferença potencial de milhões de volts. Ainda que em menor potencial, os raios têm energia suficiente para matar, ferir, incendiar, quebrar estruturas, derrubar árvores e abrir buracos ou valas no chão.

Como se proteger

Como não se pode contar sempre com a proteção de um pára-raios algumas medidas de segurança devem ser adotadas, como não ficar em espaços abertos, praias, botes, topo de elevações e embaixo de árvore. É também perigoso estar próximo a torres e redes de alta tensão, cercas metálicas, varais de roupas, num carro com a porta ou a janela aberta, sobre um cavalo ou um trator, dentro de casa em frente a uma janela aberta.

O refúgio mais seguro é uma construção sólida protegida com pára-raios, grandes prédios sem pára-raios, automóveis com janelas fechadas, cavernas, um grupo de árvores (bosque). Dentro de casa: afaste-se de objetos metálicos, janelas, portas abertas; não fale ao telefone, não tome banho, desligue aparelhos elétricos das tomadas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Triste curiosidade: Especialista defende instalação de pára-raios

O chefe do Departamento de Vigilância Meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet), Francisco Osvaldo Neto, defendeu a necessidade de se instalar pára-raios nos locais onde os mesmo sejam necessários, para se evitar mortes por descargas eléctricas.Em declarações prestadas à Angop, a propósito das mortes registadas nos últimos dias devido a descargas eléctricas, fundamentalmente nas províncias do interior do país, Francisco Osvaldo disse que "é urgente a reposição dos pára-raios naqueles locais onde já existiam. Também é preciso que se instalem novos, para se evitar mais mortes".

O fenómeno é provocado por trovoadas e caracteriza-se por descargas eléctricas das nuvens, associada a fenómenos acústicos e ópticos que podem ser acompanhados ou não de queda de precipitação (chuva ou aguaceiros), explicou. "A ausência de pára-raios em muitas zonas do país se deve ao facto de, no tempo de guerra, muitos deles terem sido derrubados, confundidos com aparelhos militares de comunicação ou de localização", informou.

O meteorologista do Inamet deu ainda a conhecer que as regiões da Lunda-Norte, Lunda-Sul, Planalto Central (Huambo e Bié), Kwanza Norte e Kwanza-Sul são as mais propensas ao fenómeno, devido às características próprias da zona.Entre as vítimas mortais do fenómeno registadas na última época chuvosa constam sete militares da vigésima brigada das FAA, em Sawilala (Tchipipa), localidade situada 35 quilómetros a Norte da cidade do Huambo.Na ocasião, o comandante da brigada, coronel António Paulino "Calado", havia apelado as entidades de direito no sentido de instalarem, pelo menos, 15 pára-raios na sua unidade.Em Novembro de 2007 no município do Bocoio (Benguela) duas pessoas morreram e uma outra ficou gravemente ferida em consequência de um relâmpago. Uma mulher de 37 anos de idade foi mortalmente atingida por um raio na cidade do Dondo, (Kwanza-Norte) enquanto que nos bairros do Papelão e Dunga, (periferia da cidade do Uíje), duas pessoas morreram e uma outra ficou gravemente ferida.

Fonte: Jornal de Angola - On Line

Aumento de raios

Cemig alerta população para o aumento de raios nesta época do ano




Foto: Divulgação




A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) alerta para o aumento da incidência de raios no período chuvoso, que começou em outubro e vai até o início do ano que vem.
De acordo com o centro de climatologia MG Tempo - Cemig/PUC Minas, há previsão de intensas pancadas de chuvas associadas a descargas atmosféricas até janeiro próximo.
O Estado de Minas Gerais é considerado uma das regiões com maior incidência anual de raios, equivalente a um milhão por ano, em média. Entre os meses de janeiro e outubro deste ano, foram registradas 593.305 descargas atmosféricas no Estado. Somente em Belo Horizonte, foram apurados 749 raios. No interior, foram detectados 9.922 em Uberaba, 5.370 em Juiz de Fora, 3.919 em Uberlândia, 1.382 em Divinópolis, 936 em Governador Valadares, 417 em Montes Claros e 311 em Varginha. As descargas atmosféricas provocaram, entre 1o de janeiro e 31 de outubro deste ano, 52.191 interrupções no fornecimento de energia elétrica pela Cemig. Esse número representa mais de um quarto (27,5%) do total de desligamentos acidentais (189.741) apurados no mesmo período. Somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), até o mês de outubro deste ano, a Cemig registrou 3.794 desligamentos causados por raios. No mesmo período do ano passado, foram detectadas 4.437 interrupções desse tipo. A maior incidência de desligamentos tem ocorrido no Triângulo Mineiro, onde, em apenas dez meses, as descargas atmosféricas provocaram 10.500 interrupções na região.

Para proteger o sistema elétrico, a Cemig possui equipamentos que medem o número de descargas atmosféricas e trovoadas em cada região do Estado. A empresa instala ainda pára-raios de baixa e média tensão em todos os transformadores da rede de distribuição. “A função do pára-raios é escoar as correntes dos raios para a terra, mantendo a tensão nos seus terminais em valores seguros para os equipamentos”, explica o engenheiro de tecnologia e normalização José Vicente Pereira Duarte, da Cemig.

Cuidados nos casos de tempestades Dentro de casa:
• Não tome banho ou use torneira elétrica durante as tempestades
• Evite contato com qualquer objeto que possua estrutura metálica
• Evite ligar aparelhos e motores elétricos para não queimar os equipamentos
• Afaste-se das tomadas e evite usar o telefone
• Desconecte das tomadas os aparelhos eletrônicos
• Desligue os fios de antenas dos aparelhos
• Permaneça dentro de casa até a tempestade terminar

Fora de casa:
• Evite contato com cercas de arame, grades, tubos metálicos, linhas telefônicas e de energia elétrica e qualquer objeto ou estrutura metálica
• Afaste-se de veículos como tratores, motos, bicicletas e carroças, além máquinas agrícolas
• Mantenha-se afastado de áreas descampadas, pastos, campos de futebol, piscinas, lagoas, praias e árvores isoladas, postes, mastros e locais elevados
• Permaneça dentro de seu veículo caso o mesmo tenha teto de estrutura metálica

Fonte:Jornal Estado Atual - On-Line

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Documentário National Geographic

Pesquisa revela que raios são um perigo em Paulínia, Campinas e Valinhos

28/11/2007 - Paulinia News

Uma pesquisa realizada pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, revelou no ano passado que Paulínia, juntamente com Campinas e Valinhos, lidera as ocorrências de raios e relâmpagos entre os 19 municípios que compõe a RMC (Região Metropolitana de Campinas). Nestes três municípios, a marca é superior a cinco raios por quilômetro quadrado por ano, média essa que foi mantida neste ano.Segundo o coordenador da Defesa Civil de Valinhos, Eduardo Matias, os moradores das três cidades devem tomar os seguintes cuidados para evitar acidentes com raios: não ligar aparelhos eletrônicos, tomar banho ou permanecer em locais descampados durante as chuvas.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Raio atinge fatalmente dois homens

ADILSON ROSA
Diário de Cuiabá - da Reportagem

Um raio que caiu durante o temporal de anteontem à noite na Capital matou padrasto e enteado numa chácara da região da Ponte de Ferro, em Cuiabá. Morreram o chacareiro Manoel de Souza, de 53 anos, e seu enteado, Francisco Correa de Miranda, de 31, que estavam numa chácara catando pimenta. O raio teria caído por volta das 20 horas, mas somente ontem, ao meio-dia, é que moradores da Chácara São Gerônimo descobriram os cadáveres. Como se trata de morte violenta, mas não sendo homicídio, o delegado Crstian Alessandro Cabral, de plantão na Delegacia do Complexo do Planalto é quem foi liberar os corpos. “Eles estavam com pimentas nas mãos”, observou o delegado. Familiares só descobriram os corpos porque eles estavam demorando para voltar – são moradores de uma chácara próxima. Começaram a procurá-los nas proximidades e, então, localizaram. Vizinhos disseram à polícia que houve uma intensa chuva na região, inclusive com vários raios, assustando os moradores. Policiais plantonistas disseram que as vítimas estavam ao relento, o que seria uma chance menor para que fossem atingidos pela descarga elétrica. “Se estivessem próximos de um poste ou árvore que chamaria o raio”, observou um policial.

RECOMENDAÇÕES – Em dia de temporais com raios, a Defesa Civil de Cuiabá recomenda que as pessoas mantenham-se dentro de suas casas para evitar que acidentes como o que vitimou Manoel e Francisco aconteçam. Conforme o órgão, devem ser evitadas áreas descampadas, porque o ponto mais alto, no caso a pessoa, é que atrai a descarga. A permanência em baixo de árvores também deve ser evitada, porque, depois de atingida, pode cair sobre a vítima.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Uberaba lidera incidência de raios em Minas Gerais

23/11/2007 - Da Redação

Uberaba lidera o ranking das cidades com maior incidência de raios em todo o
Estado, segundo relatório recém-divulgado pela Companhia Energética de
Minas Gerais (Cemig). De janeiro a outubro deste ano, foram detectados 9.922
raios no município, contra 5.370 em Juiz de Fora; 3.919 em Uberlândia; 1.382
em Divinópolis; 936 em Governador Valadares; 417 em Montes Claros, e 311
em Varginha. No mesmo período, em Belo Horizonte, foram registrados 749
raios.
Nos alertas que tem feito sobre o aumento da incidência de raios no período
chuvoso – que começou em outubro e vai até o início do ano que vem –, o
centro de climatologia MG Tempo - Cemig/PUC Minas explica que o Estado de
Minas Gerais é considerado uma das regiões com maior incidência anual de
descargas atmosféricas, equivalente a um milhão por ano, em média.
Entre janeiro e outubro deste ano, segundo o relatório, foram registradas
593.305 descargas atmosféricas no Estado. Elas provocaram 52.191
interrupções no fornecimento de energia elétrica pela Cemig, número que
representa mais de um quarto (27,5%) do total de desligamentos acidentais
(189.741) apurados no mesmo período.
O relatório também confirma que a maior incidência de desligamentos tem
ocorrido no Triângulo Mineiro, onde, em apenas dez meses, as descargas
atmosféricas provocaram 10.500 interrupções na região. Várias destas
interrupções se transformaram em queixas ao Jornal da Manhã.
A Cemig está divulgando uma série de ações que devem ser adotadas neste
período.

Cuidados nas tempestades

Dentro de casa
• Não tome banho ou use torneira elétrica durante as tempestades
• Evite contato com qualquer objeto que possua estrutura metálica
• Evite ligar aparelhos e motores elétricos para não queimar os equipamentos
• Afaste-se das tomadas e evite usar o telefone
• Desconecte das tomadas os aparelhos eletrônicos
• Desligue os fios de antenas dos aparelhos
• Permaneça dentro de casa até a tempestade terminar
Fora de casa
• Evite contato com cercas de arame, grades, tubos metálicos, linhas
telefônicas e de energia elétrica e qualquer objeto ou estrutura metálica
• Afaste-se de veículos como tratores, motos, bicicletas e carroças, além
máquinas agrícolas
• Mantenha-se afastado de áreas descampadas, pastos, campos de futebol,
piscinas, lagoas, praias e árvores isoladas, postes, mastros e locais elevados
• Permaneça dentro de seu veículo caso o mesmo tenha teto de estrutura
metálica

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Monitoramento e proteção contra raios

Saiba como é possível monitorar e se proteger dos raios tão freqüentes nessa época do ano



O BARRIGA VERDE - 16 de Novembro de 2007



A temporada de um dos fenômenos da natureza mais temidos por todos já começou em todo o Sul e Sudeste do Brasil.


Os raios já podem ser vistos no céu das cidades acompanhados das fortes chuvas - muito comuns neste período do ano. O pesquisador e diretor do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Jurandir Zullo Júnior, explica que "nessas regiões do País, de outubro a março, durante a primavera e o verão, há maior quantidade de energia solar e também maior umidade do ar, a combinação principal para a geração de relâmpagos, entre outros fatores. O calor e a umidade atuam como uma espécie de 'combustível' para a ocorrência do fenômeno".


Segundo um relatório divulgado pelo grupo de eletricidade atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados de 2005/2006, a região da grande São Paulo é o local de maior incidência de raios no país. O estudo apontou a cidade de São Caetano do Sul como a primeira colocada na lista, seguida de Suzano, a vice. Outras duas cidades importantes do interior paulista, Indaiatuba e Campinas, também estão entre as cidades com maior índice de ocorrência de raios no Brasil, ocupando a 44°e 50° colocação, respectivamente.


POLUIÇÃO


Nos grandes centros urbanos, a poluição tem contribuído cada vez mais para a formação dos relâmpagos. O aumento da incidência nestas áreas ocorre devido ao aumento das partículas de poeira suspensas na atmosfera e a intensificação das chamadas ilhas de calor - elevação da temperatura nas áreas urbanas, devido a impermeabilização do solo e construções de concreto. "Para a formação dos raios, além da umidade e do calor, precisam existir os núcleos de condensação. São as partículas em suspensão na atmosfera que fornecem um meio para a água ter um depósito. Quanto mais partículas, mais moléculas de vapor de água se agregam nas nuvens, e mais partículas de gelo são formadas. O atrito entre elas produz cargas elétricas que se acumulam e se convertem nos relâmpagos", explica o pesquisador.


EDIFÍCIOS, CAMPOS E CONSTRUÇÕES


Edifícios, campos e construções são considerados os locais de maior exposição e probabilidade para a incidência de raios. Zullo conta que "a descarga elétrica sempre procura o caminho mais curto para se propagar, por isso, sempre é conduzida para os pontos mais altos".


Se você está num edifício alto, sem a proteção de pára-raios, em área aberta, ou em uma obra com cabos e fios expostos, a probabilidade de atrair um raio é gigantesca. "Por isso, o monitoramento e os registros são tão fundamentais nestes locais, para que tenhamos uma estatística sobre o fenômeno e, principalmente, para que seja possível a prevenção e a minimização de acidentes e prejuízos", finaliza o pesquisador.


Segundo o técnico da Ag Solve, Rafael Monteiro, "empresas e empreendimentos que estejam em áreas de campo aberto, desprotegidos, com presença de humanos, produtos tóxicos ou explosivos precisam de prevenção contra raios e de equipamentos que antecipem o fenômeno, especificamente, na sua área de atuação. Além disso, a tecnologia para prevenção e análise dos raios já possibilita a utilização destes equipamentos em escritórios móveis (usados em diferentes etapas de obras), para construções e trabalhos no campo que precisam que a previsão os acompanhe na obra, no trecho em que ela estiver".


Para monitorar estes fenômenos e antecipar a chegada dos raios, a empresa de monitoramento ambiental Ag Solve tem dois equipamentos que auxiliam nesta prevenção. São eles, o Storm Tracker e o EFM-100.


O Storm Tracker mostra informações sobre os raios que caem dentro de uma área de 360 quilômetros em torno da antena. Composto por uma antena, que pode ser instalada em uma torre ou telhado, ele envia os dados para uma placa de captura em um computador com o software do equipamento instalado. O software apresenta um mapa com a região de abrangência na tela, que aponta onde ocorreram os raios. "Isso é possível, pois toda corrente elétrica gera um campo eletromagnético que imite pulsos, e esses pulsos são registrados pelo equipamento e depois repassados para o sistema e visualizados na tela do computador", explica o técnico.


Já o EFM-100 monitora o campo magnético num raio de 40 quilômetros. Quando esse campo eletromagnético é modificado por uma descarga elétrica, o aparelho também capta e manda os dados para o computador. O equipamento registra que haverá incidência de raios na região monitorada, determinando que o local está perigoso e com probabilidade de tempestade "Mas a melhor forma de prevenção é trabalhar com dois equipamentos esparsos a distâncias de 2 km, pois um complementa o outro e são reduzidos os alarmes falsos", finaliza o técnico da Ag Solve.


É importante lembrar que, no caso dos prédios, o uso do pára-raios também é essencial para a proteção das pessoas e de seus bens. Os especialistas recomendam que pelo menos uma vez ao ano seja feita a manutenção e a análise dos raios monitorados pelo equipamento instalado.


LENDA


Segundo o pesquisador da Unicamp, muitas pessoas acreditam que o pneu é o isolante dos raios, quando se está dentro de um veículo fechado. "Isto é um engano", garante. "Tudo o que forma uma espécie de gaiola metálica, protege o que está dentro dela. Na verdade, o que ninguém sabe é que o grande isolante é o metal do carro, que é um bom condutor de eletricidade e dissipa toda a carga para o chão. Por isso, todos os veículos metálicos fechados são uma boa proteção contra os relâmpagos", explica ele.


DICAS!


O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking dos lugares com a maior incidência mundial de raios por quilômetro quadrado ao ano, segundo informações divulgadas pela Agência USP. Essa posição está, em boa parte, relacionada ao fato do país ter dimensões territoriais continentais e estar situado em uma área Tropical do planeta - condições que propiciam condições para a formação do fenômeno. Fique atento para as dicas:


Jamais busque abrigo embaixo de árvores
Não fique em lugares altos ou em posição mais elevada em relação ao demais objetos que estiverem em sua volta
Evite lugares abertos, como praias, campos de futebol, etc
Não fique próximo da água, como de lagos, mar, piscina, etc
Não use telefone, celular ou qualquer aparelho de comunicação, a não ser em caso de emergência
Não carregue e não tenha contato com qualquer objeto de metal que esteja exposto, como torneiras, canos, carros conversíveis, motos, bicicletas, arames, varais, etc
Evite utilizar eletrodomésticos, é aconselhável tirá-los da tomada e manter-se longe da mesma
Evite abrigos isolados como quiosques, barracas, etc.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

USP promove simpósio sobre proteção contra descargas atmosféricas

Texto de: 12/11/2007


Meio Ambiente - Estima-se que, no Brasil, os raios sejam responsáveis, todo ano, por algo em torno de 100 mortes e por prejuízos da ordem de várias centenas de milhões de dólares.

Este será um dos temas discutidos na nona edição do Simpósio Internacional de Proteção contra Descargas Atmosféricas - SIPDA, evento promovido pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo, entre os dias 26 e 30 de novembro, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná.

O SIPDA é um evento bianual de natureza técnico-científica, que tem como principais objetivos contribuir para a discussão e difusão das inovações tecnológicas relativas à proteção contra descargas atmosféricas, aterramento e técnicas de modelagem e de medição.

Desde a sua primeira edição, em 1988, o SIPDA, pioneiro na América Latina, é um referencial para os profissionais e pesquisadores do setor, além de propiciar o intercâmbio de informações e experiências entre pesquisadores do Brasil e do exterior nas mais diversas áreas relacionadas ao tema.

"O Brasil tem desenvolvido trabalhos relevantes nessa área e alguns grupos de pesquisa contam com reconhecimento internacional em função dos resultados alcançados na busca de soluções para os problemas causados pelas descargas", ressalta o professor Alexandre Piantini, do Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da USP, coordenador geral do simpósio e do Centro de Estudos em Descargas Atmosféricas e Alta Tensão (CENDAT/USP).

Este ano, a programação do SIPDA inclui a apresentação de 98 trabalhos de pesquisadores de 23 países, além de dez palestras, que serão ministradas por professores e pesquisadores de renome internacional, que abordarão temas referentes ao fenômeno e à caracterização das descargas, aos avanços nas técnicas de detecção e localização e aos métodos de proteção contra seus efeitos, à luz das mais recentes pesquisas conduzidas em todo o mundo.

A questão da proteção de estruturas e instalações, como os efeitos das descargas nos sistemas elétricos e de telecomunicações, o impacto das descargas na qualidade de energia e nas interrupções de fornecimento e a proteção de equipamentos sensíveis também serão objetos de discussão.

A programação completa está disponível no site www.iee.usp.br/sipda.

Mais informações podem ser obtidas através do e-mail sipda@iee.usp.br ou do telefone (11) 3091-2579.



Editoria: Vininha F.Carvalho - diretora da Del Valle Editoria
Editora do Portal Revista Ecotour...www.revistaecotour.com.br
Contato: vininha@vininha.com

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Região é a mais atingida por raios

11/11/2007 - 07h13
Luciana YamashitaEspecial para o Diário Online

É neste período da primavera em que estamos e no verão que as nuvens de chuvas e a incidência de raios aumentam. Os riscos de ser pego desprevenido, também.

No último dia 1º, João Eudes de Melo Ferreira, 42 anos, morreu ao ser atingido por um raio na Rua Santa Catarina, em Mauá. Na ocasião, ele andava pela rua segurando um guarda-chuvas.

O Grande ABC é campeão no ranking de incidência de raios por km². São Caetano é o primeiro colocado, tanto no Estado quanto no País, com incidência de 12,1 raios por km² por ano. Mauá figura em 3º lugar no Estado, com 9,2 raios por km². Santo André é o 4º e Ribeirão Pires, o 5º.
Uma das explicações para a grande incidência de raios na região são as correntes de ar quente formadas pelas ilhas de calor – fenômeno que ocorre em áreas urbanas com muitas construções. O Grande ABC ainda possui o reforço de estar mais próximo ao litoral. O ar quente sobe e encontra os ventos úmidos vindos do litoral, o que gera os raios na região.

Raio é a sucessão de descargas elétricas muito intensas – equivale a mil vezes a corrente elétrica de um chuveiro elétrico. No Brasil, cerca de 100 pessoas morrem por ano vítimas de raios. São Paulo é o Estado com mais casos de morte, com média de 25 pessoas. Este ano, já foram 10 vítimas. Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), são 50 milhões de raios por ano no País. O prejuízo dos setores elétricos e de telecomunicações chega a R$ 1 bilhão.

O coordenador do Elat e pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Osmar Pinto Júnior, explica que a incidência maior de casos em São Paulo não é porque caem mais raios. “Em termos absolutos, sem considerar o tamanho do Estado, o Amazonas é o primeiro colocado. O fato de São Paulo ser o primeiro nos casos de morte é porque junta dois fatores: muito raio com muita gente em um mesmo espaço”.

Desde 2004, a professora Rosângela Gin, do departamento de Física da FEI, coordena o Projeto Relâmpago, que verifica a incidência de raios na região, as características e o tipo de descarga elétrica que prevalece. Sensores ópticos e elétricos desenvolvidos pelo grupo estão implantados no campus São Bernardo e captam informações para estudo. “Desde 1º de novembro, a tempestade forte deu início à nova campanha de estudo, que irá até abril. O foco agora é São Caetano para investigar os motivos de a cidade ser a primeira no ranking”, afirma.

sábado, 10 de novembro de 2007

Homem morre atingido por raio em Mauá

01/11/2007 - 19h50 Folha Online

Um homem morreu atingido por um raio no município de Mauá (Grande São Paulo) nesta quinta-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, chovia e trovejava no momento da queda do raio. A vítima, um homem adulto ainda não identificado, foi atingida quando passava na avenida Santa Catarina, na altura do número 143, por volta das 18h50. O caso será registrado no 1º DP de Mauá e o corpo será encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal). Chuvas As chuvas trouxeram rajadas de vento e queda de árvores na Grande São Paulo no início da noite desta quinta-feira. Na região do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, uma ventania atingiu 94 km/h, segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A cidade está em estado de atenção devido às chuvas.

Folha Online

Raio mata jovem de 18 anos em Nova Brasilândia

Rondônia: Raio mata jovem de 18 anos em Nova Brasilândia

Mais uma pessoa morreu vítima de descarga atmosférica em Rondônia neste fim de semana. Só este ano, cinco pessoas perderam suas vidas no Estado devido aos raios, sendo dois índios em Guajará-Mirim, um agricultor em Colorado do Oeste, uma mulher em Espigão do Oeste, um outro agricultor em Campo Novo de Rondônia e agora, um jovem em Nova Brasilândia. A vítima, Cristiano Ferreira, 18, morava na avenida Paraná, bairro São Cristóvão, em Rolim de Moura. Ele estava trabalhando em um sítio, na Linha-15, KM-13 no município de Nova Brasilândia. O jovem trabalhava na construção de curral e de cerca. Na hora do acidente, Cristiano estava lidando com o gado no pasto, quando um temporal de raios teve início. Um colega de trabalho que estava junto com a Cristina viu tudo e disse ter ficado muito assustado com a força da descarga. Antonio Valentin, outro que estava no pasto atingido, disse que com a força do raio, seu corpo foi lançado à distância, onde o mesmo sofreu um desmaio. Quando retomou a consciência, ainda tentou reanimar Cristiano, mas não obteve êxito. O tipo de descarga elétrica descrito pelo agricultor confirma que um raio do tipo escalonado atingiu Cristiano. O corpo foi trazido para Rolim de Moura e sepultado neste domingo.

rondoniaovivo.com/ Com informações de Daniel Panobianco - 29/10 - 8:43h

Queda de raio deixa homem ferido

Queda de raio deixa homem ferido em Guia Lopes da Laguna

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007 19:19 Humberto Marques

O Corpo de Bombeiros de Jardim foi solicitado para atender a uma ocorrência de queda de raio em Guia Lopes da Laguna, onde a vítima – um homem de 34 anos – sofreu queimaduras no incidente. O fato ocorreu por volta das 13h30 na rua Major Pires, na vila São Miguel. José Motes estava próximo ao local onde uma descarga elétrica atingiu o solo, sendo atingido por faíscas. Motes chegou a entrar em choque, perdendo a consciência e se sufocando com a língua. Ele recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado ao Hospital de Guia Lopes da Laguna para tratamento dos ferimentos. A região de Jardim e Guia Lopes foi atingida por chuva, acompanhada de fortes ventos, no início desta tarde. A força do vento destruiu a estrutura montada para o show do cantor Daniel, em Jardim.

Raios Monitorados II

Sensor detecta raios em até 8 mil quilômetros do local da queda Valéria Dias - Agência USP 05/10/2007

O Brasil já conta com um sistema de sensores que medem a incidência de descargas elétricas (raios) numa distância de até 8 mil quilômetros do local da queda, o que permite a detecção de mais de 80% dos raios que caem em território nacional.

Detecção de raios

O Projeto Word Zeus, que acaba de ganhar o terceiro sensor, instalado em Campo Grande (MS), é o responsável pela coleta desses dados e os disponibiliza gratuitamente via internet e em tempo real. Esses dados são úteis para a meteorologia, a aviação e até a defesa civil. "Existem sistemas semelhantes tanto no Brasil como no exterior, mas a vantagem do World Zeus é a eficiência com que detecta o raio e o fato de o acesso aos dados ser gratuito", conta o coordenador do projeto no Brasil, o professor Carlos Augusto Morales Rodriguez, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

Monitoramento de chuvas e tempestades

Morales explica que por meio da incidência de raios em um local, é possível monitorar tempestades e furacões e melhorar o cálculo da precipitação (chuvas) em regiões remotas. "A quantidade de raios dentro de uma nuvem é proporcional ao gelo que há dentro dela. Quanto mais gelo, mais turbulência. E quanto mais turbulência, maior é a possibilidade de ocorrer tempestades e furações", explica. Os outros dois sensores do Projeto World Zeus estão no campus da UECE, em Fortaleza (CE), e nas instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP) - a 111 quilômetros de São Jose dos Campos (SP). O Projeto mantêm ainda sensores instalados na ilha francesa de Guadalupe (no Caribe), o que permite monitorar tempestades em toda a costa do Atlântico e na África. "Até o final deste ano, compraremos mais um sensor que, provavelmente, será instalado em Manaus (AM)", informa Morales.

Colaboração com a NASA

Há ainda outros três sensores instalados no continente africano, na Tanzânia, África do Sul e Etiópia. "Em 2006, a Nasa nos convidou para integrar o NAMMA [sigla em inglês para Análise Multidisciplinar das Monções Africanas] e custeou toda a infra-estrutura para a instalação desses equipamentos", conta o professor. A Agência Aeroespacial Americana também arcou com parte dos custos do sensor instalado em Campo Grande. "O restante veio dos recursos do Projeto Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que também custearam os sensores de Fortaleza e São Paulo", conta. O sensor da Ilha de Guadalupe foi custeado pela Universidade de Las Vegas.

Estática

Os sensores detectam os raios por VLF (Very Low Frequency), freqüência de ondas
curtas, de 7 a 15 quilohertz (Khertz). "Ao cair, o raio libera uma energia que gera um ruído, chamado estática, que se propaga pela atmosfera. Ela bate na terra, sobe para a ionosfera, desce para a terra, sobe para a ionosfera, e assim sucessivamente até perder toda a energia", explica Morales. "Quando um raio cai, todos os sensores que estiverem a uma distância de até 8 mil quilômetros do local de queda dessa descarga elétrica irão receber o sinal da estática produzida", esclarece o professor. O aparelho, fabricado pela empresa norte-americana RDI (Resolution Display Incorporeted) custa cerca de U$30 mil. Eles pesam cerca de 6,5 quilos e têm 50 centímetros (cm) de altura, 30 cm de largura e 10 cm de profundidade. São compostos por uma antena, que mede o campo elétrico do raio, e de um aparelho GPS (Sistema de Posicionamento Global), sincronizado com o relógio atômico do satélite.

Sensor nacional

"A idéia, agora, é desenvolver toda a tecnologia e montar um aparelho totalmente brasileiro. O custo final deverá ficar em torno de R$3 mil", conta o professor, que já desenvolveu alguns protótipos do sensor. "Além de baratear os custos, o aparelho será interessante para levar a prática da Meteorologia para a sala de aula, pois é uma área muito teórica."

Raios no mundo

Os lugares com a maior incidência mundial de raios por quilômetro quadrado ao ano são a região central da África, a região da Flórida (EUA), o sul da América do Sul e o norte da Índia. O Brasil ocupa o 7º lugar do ranking. Na listagem por cidades, o 1° lugar é de Kamembe, em Ruanda, seguida por Boende, Lusambo e Kananga, na República Popular do Congo. A cidade de Campo Grande ocupa a 21ª posição.

Raios Monitorados

05/10/2007 Por Thiago Romero Agência FAPESP

Mais um sensor do Projeto World Zeus, que tem o objetivo de fornecer gratuitamente pela internet dados sobre a incidência de descargas elétricas, foi instalado no país, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. Outros dois estão na Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza, e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista (SP). Com os três equipamentos, que cobrem todo o território nacional, é possível detectar mais de 80% dos raios que caem no país em uma distância de até oito mil quilômetros de cada sensor. “Ao todo, o World Zeus mantém 13 sensores instalados em países do continente africano, europeu, americano e um no Caribe, que geram informações sobre todos os continentes”, disse o coordenador do projeto no Brasil, Carlos Augusto Morales, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), à Agência FAPESP. O portal da iniciativa disponibiliza imagens e informações das regiões de maior incidência de raios, com atualização a cada dez minutos. As consultas podem ser feitas diariamente em tempo real e também é possível acompanhar a evolução de queda dos raios em dias e meses anteriores. Todo o conteúdo do site está em inglês. Além da USP, Uece, UFMS e Inpe, estão envolvidas a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), a Fundação Nacional de Ciência Americana (NSF), a Universidade de Connecticut e a Universidade de Las Vegas. “Esse projeto foi criado pela Nasa em 1995 e trazido em 2005 para o Brasil”, explica Morales. Os três equipamentos instalados no Brasil foram obtidos por meio de um projeto de pesquisa e desenvolvimento financiado pela Companhia Energética do Ceará (Coelce) e pela NSF. Os sensores, que são formados, entre outras coisas, por uma antena e por um aparelho GPS (Sistema de Posicionamento Global), detectam a energia estática liberada pelos raios na atmosfera. “Normalmente os sensores não geram dados de sua própria região, em uma distância de até 400 quilômetros. Por isso, estamos solicitando financiamento para adquirir pelo menos mais dois sensores, o suficiente para que o Brasil fique coberto com uma taxa de precisão maior”, conta Morales. O aparelho é fabricado pela empresa norte-americana RDI (Resolution Display Incorporeted, na sigla em inglês), da Virgínia (EUA), e custa cerca de R$ 65 mil. Mas o pesquisador também está trabalhando no desenvolvimento de protótipos de um sensor semelhante com tecnologia nacional. “Além da possibilidade de ficarmos independentes dos aparelhos estrangeiros, o objetivo é também contemplar atividades de ensino e pesquisa para que os alunos tenham mais familiaridade com esse tipo de sensor e, assim, absorvam melhor os conceitos da meteorologia, uma ciência muito abstrata. O primeiro modelo, que deverá ter um custo de aproximadamente R$ 3 mil, tem previsão de lançamento em julho de 2008”, afirma o professor.
Terceiro sensor do Projeto World Zeus, que fornece pela internet dados em tempo real sobre a incidência de descargas elétricas, é instalado no Brasil, em Campo Grande (MS). Com isso, todo o território nacional está coberto pelo sistema de detecção criado

Mais informações: www.zeus.iag.usp.br ou morales@model.iag.usp.br

Usina explode em Canitar

Usina explode em Canitar após ser atingida por raio

Bom Dia Bauru - 28.09.2007Thárcio de Luccas

Tanques propagaram as chamas; tragédia deixa um morto e 11 feridos A temporada de relâmpagos, aberta com a chegada da primavera, começa com uma tragédia. Um raio caiu ontem de manhã sobre um tanque de álcool na destilaria Comanche, em Canitar (124 quilômetros de Bauru e 11 quilômetros de Ourinhos). A explosão propagou as chamas para dois tambores vizinhos, informou o Corpo de Bombeiros. Até a noite, uma morte havia sido confirmada, provavelmente de um homem ainda sem identificação. Outras 11 pessoas foram feridas – duas com queimaduras graves, internadas no Hospital de Queimados de Marília; uma com ferimentos leves, na Santa Casa de Ourinhos; e oito liberadas ainda ontem. Funcionários da empresa disseram ter visto quando o raio atingiu o tanque, informaram os bombeiros. A tragédia mobilizou aproximadamente 98 bombeiros, policiais militares e 21 viaturas, que deram apoio com tanques d´água durante tarde e noite. No local estariam aproximadamente 9 milhões de litros de álcool anidro. A dimensão do incêndio forçou os bombeiros a trabalhar a pelo menos 200 metros de distância das chamas. O fogo ainda seria combatido ao longo da madrugada. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Antonio da Silva Araujo, acompanhou parte dos trabalhos e retornou a São Paulo. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho investigarão eventuais falhas no esquema de segurança da empresa. Primavera: hora de avaliar os pára-raios O cuidado com raios deve ser redobrado na primavera, que começou domingo e vai até 22 de dezembro, quando chega o verão. No sudeste, a primavera marca o começo do período chuvoso, geralmente associado a temporais, vento e granizo, diz o IPMet (Instituto de Pesquisas Meteorológicas). O meteorologista Mateus Teixeira alerta inclusive que o corpo humano pode funcionar como pára-raios e causar tragédias. “Em pé, o uma pessoa pode ter essa função num local descampado, por exemplo. Árvores ou objetos metálicos pontiagudos também podem atuar assim, daí o perigo durante tempestades”, explica ele. O raios são formados nas nuvens a partir da concentração de partículas de água e de gelo. Elas eletrificam as nuvens, o que forma íons – átomos com excesso ou falta de carga elétrica negativa. Essa diferença de potencial entre a nuvem e a terra leva ao raio, uma tentativa de anular essa disparidade, ensina Mateus. Um ponto importante nessa época é checar se os pára-raios e seu aterramento estão em ordem. “Eles chamam o raio para si e fazem escoar para a terra”, alerta Gianfranco Corradin, gerente regional da Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). Portanto, pára-raios em boas condições em prédios ou pontos altos podem ser a diferença entre uma solução segura e uma tragédia.

Índio morre atingido por raio no Passarão

Jornal Folha de Boa Vista12-09-2007 - Nonato Souza

Jardison de Souza é filho do indígena morto e contou que chegou a sentir choque A queda de um raio ontem, no final da tarde, próximo da balsa na Vila do Passarão, a cerca de 50 quilômetros de Boa Vista, atingiu dois indígenas da maloca Vista Nova e um morreu na hora. Mário Batista de Souza, 53, não resistiu à descarga elétrica e caiu morto, enquanto o genro dele, identificado apenas pelo primeiro nome de Valdeci, sobreviveu e foi trazido pela equipe do RUA (Resgate Urbano a Acidentados) ao Pronto Socorro Francisco Elesbão. Ele não corria risco de morte. O filho do indígena morto, Jardison Oliveira de Souza, 29, que estava no PS acompanhando o cunhado, contou que voltavam do trabalho quando ocorreu a fatalidade. Ele seguia de bicicleta na frente do pai e do cunhado que caminhavam, momento em que o raio caiu e clareou tudo ao seu redor. Afirmou que chegou a sentir um pequeno choque. Em seguida, olhou para trás e viu as vítimas caídas no chão. Jardison disse que correu para socorrê-los e ainda fez massagem cardíaca em seu pai, mas já estava morto. Observou que apresentava algumas queimaduras, inclusive dos cabelos. Já o seu cunhado não teve gravidade e, enquanto era trazido para Boa Vista, voltava ao seu estado de consciência. As duas vítimas foram retiradas do local em uma Kombi e, no caminho, Valdeci foi transferido para a ambulância do Resgate e seguiu para o Pronto Socorro, enquanto o corpo do indígena foi deixado para ser removido pelo carro do IML (Instituto de Medicina Legal).

Aquecimento global poderá produzir mais raios

31/08/2007 por Ministério da Ciência e Tecnologia

A 14ª International Conference on Atmospheric Electricity (Icae), maior conferência do mundo na área de descargas e fenômenos elétricos na atmosfera, será realizada entre junho e agosto de 2011, no Rio de Janeiro. Será a primeira edição no hemisfério Sul e o Brasil foi escolhido como sede durante a 13ª Icae, realizada na China na semana passada. O coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), Osmar Pinto Junior, será o presidente do comitê organizador do evento. A conferência acontece a cada quatro anos desde 1954 e, nesta última edição, a participação brasileira ficou em quarto lugar entre os 25 países presentes, ficando atrás somente da China, Estados Unidos e Rússia. Dos 20 trabalhos brasileiros, 16 foram do Elat/Inpe. Ainda durante o evento na China, Osmar presidiu a seção sobre "Raios e o Clima". "Os cientistas que estiveram na 13ª Icae acreditam que o aquecimento global deva produzir mais raios em todo o planeta, com largas variações em diferentes regiões, o que requer o desenvolvimento de modelos regionais mais precisos que possam quantificá-las", diz Osmar. Estas variações são de particular importância para o Brasil devido ao seu extenso território. O Elat/Inpe está organizando para o final de setembro um workshop para discussão do efeito do aquecimento global sobre a incidência de descargas atmosféricas no Brasil e os impactos esperados para a sociedade. O workshop também vai inaugurar a nova versão do Portal do Elat/Inpe, que deverá contar com mais informações e serviços para a sociedade.

Assessoria de Imprensa do INPE Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia

Incêndio em tanques de usina de álcool

Raio provoca incêndio em tanques de usina de álcool

Publicada em 28/09/2007 às 13h58m João Sorima Neto, O Globo Online, Jornal Hoje.

SÃO PAULO - Um incêndio de grandes proporções atinge três tanques de uma usina de álcool no município de Canitar, região oeste de São Paulo, a 356 quilômetros da capital. Há 8 milhões de litros de álcool armazenados na usina Ponte Preta. Houve uma explosão, que provocou um grande incêndio. Uma pessoa está desaparecida e 11 foram atendidas com queimaduras, três em estado grave. Os bombeiros das cidades de Ourinhos e Marília também estão ajudando a combater o fogo. A previsão é que ele seja controlado apenas na madrugada. Pelo menos 20 viaturas estão no local, com 94 homens trabalhando. De acordo com o sargento Reinaldo, dos bombeiros de Ourinhos, houve uma chuva na região por volta de 10h30, acompanhada de muitos raios. Um deles atingiu os tanques e houve a explosão. De acordo com o policial, o combate ao fogo é feito com uma espuma, que cobre o álcool que está pegando fogo. Por abafamento, as chamas são apagadas. Também está sendo usada água para fazer o resfriamento do metal do tanque. Uma usina vizinha, a São Luiz, mandou diversos caminhões com bombas d'água para ajudar no combate ao fogo. O trabalho dos bombeiros deve entrar pela noite.

Homem atingido por raio 7 vezes

Homem atingido por raio 7 vezes é uma das bizarrices do Guinness

Publicada em 26/09/2007 às 15h27m Reuters/Brasil Online
Por Paul Majendie LONDRES (Reuters)

O australiano John Allwood esmagou 40 melancias com a cabeça em apenas 1 minuto. Já o alemão Thomas Vogel abriu 56 sutiãs em 60 segundos, usando somente uma mão. Quando se trata dos batedores de recorde mais estranhos do mundo, nada supera o prêmio máximo da categoria - uma citação no "Guinness World Records" (livro Guinness dos recordes), que se tornou notório por destacar as habilidades mais bizarras do planeta. Nada parece ser excessivamente estranho. Se você consegue colocar 77 uvas dentro da boca em menos de 1 minuto, manter nove ioiôs rodando simultaneamente, ficar sem respirar por mais de 14 minutos ou atirar para longe uma máquina de lavar, então você tem um lugar garantido no "Guinness". A publicação anual, cuja edição mais recente chega às livrarias na sexta-feira, até possui uma seção batizada de "Atividades Fúteis". Poucos contestariam o nome deste capítulo, no qual o "Guinness" apresenta as pessoas mais habilidosas em categorias tais como colocar a capa em um edredom, chutar-se na cabeça ou atirar aviõezinhos de papel dentro de um cesto. A italiana Michele Santana conquistou uma menção por ter digitado 57 livros de trás para frente. O instrutor de ioga indiano G.P. Vijayakumar conseguiu, em 1 minuto, fazer com que oito peixes saíssem pelo seu nariz depois de tê-los colocado na boca. A mais recente edição do "Guinness" também conta com um livreto de quatro páginas contendo os recordes mais nojentos. Wei Shengchu, da China, ficou famoso por ser o homem com o maior número de agulhas de acupuntura espetadas na cabeça e no rosto. O francês Michel Lotito diz ter se submetido à dieta mais estranha da história - ao longo de vários anos, ingeriu 128 bicicletas e 15 carrinhos de supermercado, que se fizeram acompanhar por seis candelabros, duas camas e um par de esquis. Mas poucos conseguiriam bater o feito bizarro do chinês Dong Changsheng - ele puxou um carro de 1,5 tonelada usando cordas enganchadas nas pálpebras inferiores de seus olhos. O maior prêmio de sobrevivência vai para o guarda florestal Roy C. Sullivan, dos EUA - ele foi atingido por raios sete vezes. Cada uma das vezes, deixou sua marca. Sullivan perdeu as sobrancelhas e a unha de um dos dedos do pé, além de ter sofrido queimaduras leves no couro cabeludo e no peito. Ele morreu em 1993, não em virtude de um raio, mas suicidando-se depois de, supostamente, ter sido rejeitado pela amada.

O Globo

Inpe lança nova versão do serviço automático

Inpe lança nova versão do serviço automático de alerta de raios
25/09/2007

Prejuízos causados por raios chegam a 1 bilhão de reais por ano O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) lançou no dia 24 de setembro uma nova versão de seu site com o Serviço Automático de Alerta de Raios. Destinado à proteção de equipamentos contra sobre-tensões de origem atmosférica, o alerta se realiza de forma automática com envio de mensagens SMS para o telefone celular ou pelo e-mail do cliente, por meio das informações da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT). Primeiro do gênero desenvolvido na América do Sul e um dos pioneiros no mundo, o novo serviço deve auxiliar órgãos do governo federal, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, aeroportos, hospitais, centros de computação, microempresas e até mesmo pessoas físicas, no combate aos danos provocados pelos raios. E deve ajudar a minimizar os prejuízos causados por raios que, segundo o Elat, chegam a R$ 1 bilhão por ano. Viabilizado com o apoio da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), o Alerta de Raios está funcionando desde as 8h de segunda-feira, um dia após o início da primavera que, junto com o verão, são as estações do ano onde ocorrem 70% dos raios no Brasil. Além do serviço de alerta, o site tem como novidades o layout mais moderno e um novo mapa de incidência de raios em tempo real, com o número de eventos diários nos estados, mais informações científicas e um boletim atualizado com notícias de raios do mundo todo.

Maiores Informações www.inpe.br/webelat/homepage

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