sábado, 13 de novembro de 2010

Raio no Clube Operário

Fonte: Jornalismo Digital - Porto União-SC.

Descarga elétrica destrói parte do prédio do Clube Operário e arremessa concreto sobre a calçada


O temporal da última quinta-feira, 4, provocou estragos em diversos aparelhos eletrodomésticos dos moradores da região. Por volta das 14h10, quem passava pela rua Dom Pedro II, no centro de União da Vitória, levou um grande susto. Um raio atingiu o Clube Operário, destruiu parte do topo do prédio e arremessou pedaços de concreto na calçada. Vários carros estavam estacionados ao lado da calçada, mas ninguém ficou ferido.

Apesar dos prédios ao lado serem mais altos e possuírem pára-raios, a descarga elétrica acertou em cheio o antigo prédio do Clube. De acordo com o Gerente do Departamento da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) de União da Vitória, Jackson Roberto Ayres, a estrutura física do prédio pode estar condenada devido ao efeito térmico do raio. "Uma descarga atmosférica de alta intensidade pode condenar todas as armaduras, as ferragens que existem no prédio", disse Ayres.

Susto

Durante o forte temporal, Sérgio dos Santos dirigia seu carro, quando resolveu estacionar na frente do Clube Operário se deparou com o susto de outro motorista no local. "Havia tirado meu carro desse lugar minutos antes. Quando voltei, outro motorista me contou que desceu um raio no canto do Clube Operário, destruindo parte da estrutura do prédio e arremessando tijolos na calçada", relatou Santos.

Raio percorre o prédio antes da explosão

A empregada doméstica, Rute de Fátima, trabalhava na cozinha do Clube, na hora em que o raio caiu. De acordo com ela, a descarga elétrica chegou a percorrer a cozinha do Operário, que fica ao lado do prédio atingido. "Estava parada na cozinha quando vi o risco (de luz) entrar pela janela, ir até o balcão do nosso bar e voltar para cozinha. Aí ele sumiu e foi quando deu o estouro (trovoada) lá na frente", falou Fátima.

Segundo Ayres, quando um raio cai, o que as pessoas vêem primeiro é um clarão, depois vêem a descarga elétrica e depois ouvem o som do impacto. "Se ela viu primeiro o relâmpago e depois escutou o estrondo do raio, é bem factível", explicou Ayres.

Na hora do raio, Angela Kmita, que mora nos fundos do prédio, conta que todos os aparelhos da casa que estavam ligados na tomada foram queimados. "Queimou a televisão, DVD player, parabólica, antena à cabo, computador e máquina de lavar. No bar (anexo à cozinha do Clube) queimou a parabólica e o aparelhos de som", relatou Kmita.


2 comentários:

Jobson disse...

Claramente trata-se de uma matéria editada.
Conceitos foram colocados de forma errada e consequentemente ajudando a informar inadequadamente os leitores.

Pessoal da imprensa, cuidado!Este é um exemplo clássico de um entrevistado prejudicado.

Edson Martinho disse...

Pois é meu caro amigo. O pior é que muitas vezes eles falam com "profissionais" como foi citado o prof da Copel que esta condenando as ferragens da estrutura pelo raio. O problema é saber se ele falou isto ou o reporter é que "ouviu" isto. e a população acha que é verdade...já pensou um raio ir até o balcão e voltar? risos
Abraço
Edson

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